"O artista, um contemplativo que passa, atento somente, às manifestações de cor, de harmonia e de beleza, que escapam aos olhos dos outros."
Domingos Rebêlo, num artigo que escreveu sobre os seus tempos de estudante em Paris, in "Açoreano Oriental", 13 de Janeiro de 1946.

sábado, 4 de outubro de 2014


durante a minha hora de almoço, e depois de almoçar, sentei-me numas escadas, ainda toscas, do novo modelo em construção na fajã de baixo. e antes que a evolução dos tempos, o avanço de novas construções, faça desaparecer estas empenas que dão cor e vida à cidade, resolvi rabiscar o que, num futuro próximo, deduzo venha a desaparecer.

se bem me recordo, a construção do novo modelo iniciou-se há 3/4 meses, entre demolições e construção da enorme superfície comercial. se para isso o tempo foi pouco, imagino daqui a uns anos como estará essa zona da cidade.

a nós, observadores do dia a dia, do passageiro, do que gostamos, resta-nos colocar em papel, colorir com tons suaves e tranquilizantes, aquilo que nos deixaram e fizeram-nos amar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

s. joaquim


após o trabalho. na vinda para casa a pé. deparei-me com a fachada do cemitério de s. joaquim. a vontade de rabiscar era imensa, no entanto, os primeiros traços não surgiram no sítio certo, mas não desisti. fui avante.
e, agora, aproveito para perguntar à Cristina Moscatel; está dado o mote?


terça-feira, 30 de setembro de 2014

(A)Riscar o Património - Ponta Delgada

Comecei pelo forte de S. Brás, antigo hospital e Igreja de S. José. no entanto, não me agradaram os resultados finais. Por isso, deixo-vos, aqui, o meu contributo, para o Evento (A)Riscar o Património / Heritage Sketching, que decorreu por todo o país, no dia 27 de Setembro de 2014.




Conforme já vos tinha mostrado, terminei com a 
Torre da Igreja da Matriz. 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

molhe da doca de ponta delgada




portas da cidade de ponta delgada


fui convidado pelo jornalista e apresentador de televisão Sidónio Bettencourt para participar no programa atlântida, a propósito do livro "rabiscos da minha ilha" de co-autoria minha e da Carmen Ventura. programa esse que é difundido para as comunidades emigrantes.

enquanto esperava pelo momento da entrevista, fui falando com o Srº Manuel Teves, agora reformado, mas conhecido na nossa praça como um excelente encarregado de construção civil. 
da conversa surgiu recordações da minha mãe, do meu pai. 

falando e rabiscando... e da mistura de ambas as artes, (atenção; não me considero artista) de conversar e desenhar, nasceu estas portas da cidade. e prolonguei o gosto, o prazer do desenho colorindo em casa da minha nova família. 

a minha mãe, que já se foi, apesar de não ver, dedicava-lhe todos os meus rabiscos. tantas vezes saía de casa dizendo:
- mãe, vou rabiscar! 
- vai, meu filho. logo quero vê-los!

ontem, saí de casa pelas 15 horas. não disse a ninguém para onde ia e ao que ia. mas na minha memória ecoava "...vai, meu filho. logo quero vê-los..."

pois é, eu, hoje, não tenho mãe viva. mas tenho-a sempre comigo. e será sempre para ela que desenho.