"O artista, um contemplativo que passa, atento somente, às manifestações de cor, de harmonia e de beleza, que escapam aos olhos dos outros."
Domingos Rebêlo, num artigo que escreveu sobre os seus tempos de estudante em Paris, in "Açoreano Oriental", 13 de Janeiro de 1946.
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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Agradecimento

Por favor, Teresa, dê um grande abraço de enorme agradecimento ao Carlos.
#horta #ilhadofaial #azores #escolamanueldearriaga #centenariofaroldaribeirinha #ctt #clubedefilateliaoilheu #embaixadorfirmo #paulobrilhante

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 28 de Setembro de 2017


Ponta Delgada, 21 de Setembro de 2017


Todas as ilhas dos Açores têm a sua beleza, o seu encanto, as suas particularidades; nenhuma fica aquém da outra. O Faial, não que a conheça como outras, tem uma envolvência diferente, pois permite-nos vislumbrar a ilha Graciosa, a de S. Jorge e, pela evidente proximidade, a majestosa ilha do Pico. Numa das minhas mais recentes viagens, já ao final do dia, saí do centro da Horta e dirigi-me até ao Morro da Espalamaca. Nele existe o Miradouro da Nossa Senhora da Conceição, que nos oferece uma vista total sobre a cidade da Horta. Porém, foi a vista sobre o Pico e São Jorge que mais me fascinou. De forma a enquadrar o local de onde fazia o desenho, rabisquei o monumento construído em honra da Santa que lhe dá o nome. Quanto à coloração, optei por usar uma única cor, com diferentes tons e para atingir esses tons diluí a cor original em mais ou menos água conforme as sombras encontradas.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 14 de Junho de 2017

Ponta Delgada, 13 de Junho de 2017

Entre uma viagem e outra, lá fui lendo uma entrevista, dada ao jornal digital “Observador”, pelo deputado da Assembleia da República Sérgio Sousa Pinto. Verdade seja dita, a entrevista, toda ela é interessante. E com ela ficamos a saber que o deputado é um utilizador do diário gráfico. Chama ao seu caderno de “carnet d’artiste, onde uma pessoa vai anotando coisas do dia-a-dia”. Do seu todo, nesta parte lúdica, revejo-me por completo nas palavras do Sérgio. Mais interessante é perceber a dimensão das suas palavras quando diz: “…o desenho exige um tipo de concentração que nos obriga a desligar aquela parte do cérebro onde está alojado o mundo da racionalidade.”

quarta-feira, 1 de março de 2017

Correio dos Açores - Edição de 01 de Março de 2017


Ponta Delgada, 26 de fevereiro de 2017

Sempre que viajo até à Ilha do Faial, mais do que o desejo de ver o Pico completamente descoberto e nítido, o meu ímpeto inicial é ir até ao Vulcão dos Capelinhos. Desta vez não foi possível, uma vez que reuniões profissionais não o permitiram. Não obstante, no final do dia, em conjunto com os meus restantes colaboradores, lá fomos ver o que outrora foi o impetuoso e arrebatador Vulcão dos Capelinhos. Quando aqui chego o que mais me impressiona é o silêncio. Esse mesmo silêncio traz com ele o poder de introspeção que, em mim, conduz sempre para um sentimento de pequenez, de efêmero e de grande volatilidade de todo o ser humano, perante aquilo que é a constante transformação terrestre. Já depois do jantar e, sentado no café Peter, dei cor ao rabisco, entre um gole no gim (o meu lá em casa é bem mais saboroso) e uma pincelada com o que sobrou do café. E assim, às camadas, fui colorindo o rabisco que hoje vos apresento.