"O artista, um contemplativo que passa, atento somente, às manifestações de cor, de harmonia e de beleza, que escapam aos olhos dos outros."
Domingos Rebêlo, num artigo que escreveu sobre os seus tempos de estudante em Paris, in "Açoreano Oriental", 13 de Janeiro de 1946.
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 8 de Novembro de 2017


Ponta Delgada, 06 de Novembro de 2017

Aproveitando a vinda de uma Urban Sketcher amiga de Lisboa, a Rita Catita, e a seu pedido, fomos expressamente desenhar a Praia dos Moinhos, que para ela, é o lugar mais bonito do mundo. Fiquei entusiasmado, uma vez que, gostos à parte, e apesar da sua singular beleza, na nossa ilha há muitos mais lugares mais bonitos do mundo. A Rita é veterinária e veio a S. Miguel participar nas Jornadas da Associação Portuguesa de Buiatria, que ocorreu de 3 a 5 de Novembro em Ponta Delgada. Faço essa referência para insistir no aspeto de que não é necessário estar ligado às artes, para desenhar. O desenho em cadernos, ou noutro suporte qualquer, está ao alcance de qualquer pessoa. E teimo em chamar aqueles que, no silêncio das suas 4 paredes, têm receio de mostrar o que fazem. O grupo urban sketchers azores, ultimamente, embora ainda insuficiente para aquilo que podem promover, tem tido mais atividade, e neste grupo, é uma excelente forma, dado o espírito de partilha e aprendizagem com outros, para qualquer pessoa se iniciar com afinco à utilização do diário gráfico e se enriquecer com tudo aquilo que esta atividade trás.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 26 de Outubro de 2017


Ponta Delgada, 25 de Outubro de 2017

Virando costas à metrópole o que observo é Tejo e a outra margem. A neblina não deixava ver com definição os contornos e as formas, mas optei por registar o momento. Resolvo, então, sentar-me num dos bancos existentes no muro junto ao Cais das Naus e assim, com tranquilidade, com tempo, lá puxei do caderno e da caneta. Comecei pelo skyline da outra margem, até que dada altura não consigo vislumbrar onde termina a terra e começa a linha do horizonte. Mas a identificação do local fica marcada com o registo do Cristo-Rei e a Ponte 25 de Abril. O burburinho era imenso, dezenas de turistas passeavam na zona, vendedores de toda a espécie tentavam ganhar algum dinheiro com qualquer “traquitana”. Inclusive fui abordado por um sujeito, de aspeto nada duvidoso, com oferta de venda de haxixe e marijuana. O desenvolvimento trás coisas boas e coisas más. Espero que no nosso caso, com localidades bem mais pequenas do que a de Lisboa, consigamos, com as nossas autoridades, evitar este tipo de negócio.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 20 de Outubro de 2017


Ponta Delgada, 16 de Outubro de 2017

Depois de ter participado no 3º Encontro Internacional de Desenho de Rua, em Torres Vedras, e com algum tempo disponível, resolvi percorrer a baixa de Lisboa. Apesar da névoa que cobria esta zona à beira rio, o calor que se fazia sentir era imenso, em parte pela temperatura ambiente, em parte pela vontade de desenhar e de colocar em prática algumas das influências que bebi durante o Encontro. Devo confessar que o compromisso que assumi comigo mesmo de procurar dar sempre o meu melhor, acarreta uma responsabilidade acrescida e aumenta a minha autocrítica, pelo que as iniciativas que facilitam o desenvolvimento das minhas competências são desafios que abraço com genuína admiração.

Consciente, então, dessas premissas, amparei-me num poste de iluminação da Praça do Comércio, observando por breves instantes a tarefa que, a mim mesmo, me propus realizar, mesmo que nem sempre o resultado me satisfaça. Muito do que hoje é Portugal passou, e continua a passar, por este local, cujos edifícios envolventes, ainda hoje em dia, estão parcialmente ocupados por alguns departamentos governamentais.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 12 de Outubro de 2017


Ponta Delgada, 8 de Outubro de 2017

O rabisco que hoje vos apresento é o tardoz da Torre da Matriz em Ponta Delgada. Confesso que não soube dar profundidade ao registo. Depois de concluído, reparo que poderia ter feito as vistas mais distantes com um traço de espessura mais fina, ou então, que as peças mais próximas do meu ponto de observação tivessem uma maior dimensão. No entanto, não desisti do próprio desenho e resolvi mostrá-lo aos leitores, reconhecendo assim mesmo, que poderia ter sido mais bem conseguido.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 4 de Outubro de 2017


Ponta Delgada, 02 de Outubro de 2017

Aproveitando um dos rabiscos, da viagem de regresso, aquando das minhas férias, fiz uma colagem quase geral da página dupla do meu diário gráfico. O desenho é o motor e a asa de um dos Boeing 737-800 da Ryanair e no meu imaginário fi-lo a sobrevoar o Douro. Há relativamente pouco tempo, ficamos a saber da mais que provável operacionalidade sazonal da Delta Airlines para Ponta Delgada, com 5 voos por semana. Devemos ficar satisfeitos com mais este passo importante no desenvolvimento turístico da região, todavia, e o tempo é escasso, não devemos descurar a própria sustentabilidade do crescimento turístico. Ter cuidados ambientais, ter atenção à invasão do betão e, acima de tudo, as próprias condições socioeconómicas dos habitantes da região.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 28 de Setembro de 2017


Ponta Delgada, 21 de Setembro de 2017


Todas as ilhas dos Açores têm a sua beleza, o seu encanto, as suas particularidades; nenhuma fica aquém da outra. O Faial, não que a conheça como outras, tem uma envolvência diferente, pois permite-nos vislumbrar a ilha Graciosa, a de S. Jorge e, pela evidente proximidade, a majestosa ilha do Pico. Numa das minhas mais recentes viagens, já ao final do dia, saí do centro da Horta e dirigi-me até ao Morro da Espalamaca. Nele existe o Miradouro da Nossa Senhora da Conceição, que nos oferece uma vista total sobre a cidade da Horta. Porém, foi a vista sobre o Pico e São Jorge que mais me fascinou. De forma a enquadrar o local de onde fazia o desenho, rabisquei o monumento construído em honra da Santa que lhe dá o nome. Quanto à coloração, optei por usar uma única cor, com diferentes tons e para atingir esses tons diluí a cor original em mais ou menos água conforme as sombras encontradas.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 20 de Setembro de 2017


Ponta Delgada, 18 de Setembro de 2017

Numa incursão pela zona poente da nossa ilha, paro na freguesia das Feteiras. Procuro a igreja e deparo-me com a invulgar localização da sua torre. No entanto, não opto por uma perspetiva na qual a inclua. Sento-me num murete existente no largo à frente da fachada principal da igreja. Daí não vislumbro a referida torre. Faço o rabisco do frontispício do templo e sigo viagem, com a sensação de que o desenho estava vazio. No regresso a Ponta Delgada detenho-me no Miradouro da Vigia, com vista para a costa que Gaspar Frutuoso descreve com harmonia e cuidado. Ainda assim, a página dupla do diário continuava a parecer-me vaga. Esta insatisfação tomou conta do meu desejo de, no dia seguinte, regressar ao local da igreja e aí escolher um ponto onde pudesse abarcar a singular torre da Igreja de Santa Luzia.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 13 de Setembro de 2017


Ponta Delgada, 12 de Setembro de 2017

Com estes rabiscos meios desgarrados, apresento o último da nossa incursão pela cidade de Barcelona. Fiz mais alguns e muitos ficaram por fazer. Todavia, os registos que fui realizando ao longo do pequeno período de férias não ficarão, por certo, numa memória que, com o passar do tempo, se tornaria invisível e abstrata. O registo em diário gráfico é, por si só, um avivar de acontecimentos, a catalogação de um período e o fazer perpetuar sentimentos vividos numa determinada época e local. Tal como acontece com as fotografias ou os diários, dirão os leitores. Certamente! O diário gráfico é a expressão das vivências, das emoções e das imagens que retratamos. E os rabiscos destas férias marcam um período de descoberta, encantamento e felicidade!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 6 de Setembro de 2017


Ponta Delgada, 5 de Setembro de 2017

Hoje apresento-vos o Tempo Expiatório do Sagrado Coração de Jesus, em Tibidabo. Chegar aqui não é difícil, mas os transportes que temos a apanhar são mais do que eu imaginava. Este templo, erguido no ponto mais alto de Barcelona, Monte Tibidabo, possui uma vista esplendorosa sobre a sua cidade. A rodear o templo existe um parque de diversões, inaugurado, imagine só, em 1899, um dos mais antigos da europa. Nele podemos encontrar em funcionamento algumas das antigas atrações, como o Avião, um dos primeiros simuladores de voo impulsionado pela própria hélice. E claro, também encontramos outras atrações mais modernas, como por exemplo, a montanha russa. 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Correio dos Açores - Edição de 29 de Agosto de 2017


Ponta Delgada, 29 de Agosto de 2017

A senda por Barcelona ainda não terminou. Hoje apresento-vos aquele que é considerado o mais famoso arquiteto Catalã – Antoni Gaudí. O génio ou o louco, segundo a opinião do seu mestre universitário, que conseguiu culminar as suas paixões, a natureza e a religião, na arquitetura. É o autor de várias obras ilustres, desde a Sagrada Família (ainda inacabada), a Casa Batlló, a Casa Milá e o Park Guell, ícones do turismo de Barcelona.
Desmistificando o suspense que criei na edição anterior, relativamente à Sagrada Família, parafraseio o motivo que Gaudí apresentou para que a torre mais alta deste monumento não ultrapasse o monte Montjuic: “a obra humana jamais deverá ultrapassar a obra do Criador.”

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Correio dos Açores - Edição de 23 de Agosto de 2017


Ponta Delgada, 22 de Agosto de 2017

Continuando a mostrar-vos um pouquinho daquilo que fui observando nas nossas férias, hoje apresento-vos dois rabiscos: o rosto de Alba, fazendo referência ao hotel onde pernoitamos, e a entrada do Castell de Montjuic, um dos tantos pontos turísticos de Barcelona. Do alto deste castelo (a 184 metros) podemos observar toda a cidade e, claro, contemplar mais uma vez o Templo da Sagrada Família. Engraçado é perceber porque razão este Templo, tão repleto de significado, ornamentos e pormenores, não é mais alto (172 metros) do que o Monte, de nome Montjuic. A seu tempo explicar-vos-ei. 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Correio dos Açores - Edição de 18 de Agosto de 2017



Não foi com este propósito de fazer lembrar Barcelona depois do atentado de ontem, inclusive este rabisco já estava planeado desde a passada quarta-feira. Todavia, e desde já, fica aqui uma singela homenagem aos que sofreram o atentado, bem como à magnífica cidade de BARCELONA

Ponta Delgada, 16 de Agosto de 2017

Chegar a uma cidade, como Barcelona, pela primeira vez, torna-se inquietante querer absorver tudo aquilo que estamos a admirar. Quando tento passar para o diário gráfico o que vou observando, fico como bloqueado. A grandeza, os pormenores, a própria beleza da peça a transpor para o papel e também, se calhar, o tempo disponível, faz com que decida pelo “fazer parecer”. O que hoje vos mostro é a Catedral de Barcelona. A fachada atual é de estilo neogótico. Esta Catedral é dedicada à Santa Cruz (a cruz em que Jesus foi executado) e a Santa Eulália, uma jovem donzela que, de acordo com a tradição católica, foi uma mártir durante a época romana.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Correio dos Açores - Edição de 9 de Agosto de 2017


Ponta Delgada, 08 de Agosto de 2017

Tal como vos tinha dito, mostrar-vos-ei alguns dos rabiscos que fui fazendo pelas paragens inerentes às nossas férias. Este, que hoje vos mostro, é a Torre dos Clérigos, no Porto. Este monumento, da autoria do Arquiteto italiano Nicolau Nasoni (1691-1773), é uma referência na cidade invicta, tanto pelo seu legado histórico-religioso, como também em termos turísticos. Em 2014, após obras de reabilitação e valorização, foram proporcionadas as condições adequadas para a receção de visitantes e a musealização dos seus espaços. Um pormenor em que reparei foi que não vi qualquer viatura estacionada em volta deste edifício. Boas práticas que podiam ser adotadas / copiadas para os nossos monumentos.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Correio dos Açores - Edição de 3 de Agosto de 2017


Ponta Delgada, 01 de Agosto de 2017

O rabisco que hoje vos apresento é uma vista de, no local, cortar a respiração. Já todos conhecemos a Vista do Rei, mas esta, para se ter acesso, temos que entrar no parque da Lagoa do Canário. E depois de uma longa, mas deliciosa e fresca caminhada, deparamo-nos com um hino à beleza natural. É uma vista parcial da lagoa azul das Sete Cidade e da lagoa de Santiago. Na próxima semana espero mostrar-vos um pouco daquilo que fui rabiscando durante o período das minhas férias, pelas cidades do Porto e Barcelona.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 27 de Julho de 2017


Ponta Delgada, 9 de Julho de 2017

Hoje, decidi arriscar e partilhar convosco um dos rabiscos de que pouco me orgulho. A falta de concentração, o excesso de calor ou dificuldade em articular o lápis e definir as linhas não me permitiram chegar ao resultado esperado. Principalmente no que concerne à coloração do céu. A colagem serviu exatamente para atenuar o enorme borrão que o representava. Reconheço que esta estratégia não salvou o desenho, mas a vontade de o partilhar convosco serve exatamente para mostrar os desenhos feitos em diários gráficos são registos do nosso estado de espírito, do nosso humor, da nossa disponibilidade emocional e, por esse motivo, o resultado é sempre espontâneo, genuíno e, muitas vezes, surpreendente.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Correio dos Açores Edição de 05 de Julho de 2017


Ponta Delgada, 30 de Junho de 2017

Caminhava para o topo do Miradouro do Ilhéu de S. Roque, quando esta imagem já me captava todo o interesse. De facto a geologia da zona é interessante e, para mim, de difícil representação. Aqui, ao que me dá a entender, a sua formação foi por camadas sucessivas. O local merece outro cuidado das entidades intervenientes. Por exemplo, um cartaz interpretativo do ecossistema da zona. 

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 29 de Junho de 2017


Ponta Delgada, 26 de Junho de 2017

Ao fazer este rabisco havia muitas coisas a assolar-me o pensamento, principalmente o horripilante incêndio em Pedrógão Grande. Não sou, nem nunca serei especialista em incêndios, o que sei é o que me vai chegando pelos meios de comunicação. E o que a nós chega é a ideia de que o estado, na sua obrigação máxima de proteger os cidadãos, falhou. Gravemente. Nos dias subsequentes registaram-se semblantes carregados, hoje, em festas de apresentação de candidaturas autárquicas, e falo da de Lisboa, são sorrisos de orelha a orelha. Como se nada tivesse acontecido e nada houvesse a explicar. Mais fácil veem explicar o porquê da contratação de um familiar, de um amigo, ou de um qualquer “boy”. Já são conhecidas falhas das diversas entidades envolvidas, desde falhas de comunicação/informação, falhas de assistência, etc, etc. É esse o país que temos, onde o assumir de responsabilidades é atitude vã e a “coluna vertebral” de quem nos governa mais parece um pau fino de plasticina.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 14 de Junho de 2017

Ponta Delgada, 13 de Junho de 2017

Entre uma viagem e outra, lá fui lendo uma entrevista, dada ao jornal digital “Observador”, pelo deputado da Assembleia da República Sérgio Sousa Pinto. Verdade seja dita, a entrevista, toda ela é interessante. E com ela ficamos a saber que o deputado é um utilizador do diário gráfico. Chama ao seu caderno de “carnet d’artiste, onde uma pessoa vai anotando coisas do dia-a-dia”. Do seu todo, nesta parte lúdica, revejo-me por completo nas palavras do Sérgio. Mais interessante é perceber a dimensão das suas palavras quando diz: “…o desenho exige um tipo de concentração que nos obriga a desligar aquela parte do cérebro onde está alojado o mundo da racionalidade.”

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 09 de Junho de 2017


Ponta Delgada, 05 de Junho de 2017

Descubro que poderia estar a viver no Nordeste, mas aquilo que mais gosto de rabiscar é Ponta Delgada. E aqui, na cidade maior, tenho os cheiros do mar, o ilhéu, os sons da natureza, com o chilrear dos pássaros no jardim António Borges, ou até mesmo a sinfonia do vento a esgueirar-se nas ramadas das árvores; enfim, é nesta Ponta Delgada que me sinto bem. Por esse motivo, apresento-vos a vista de uma varanda, a varanda de onde vejo a procissão do Senhor Santo Cristo, vislumbro o mercado, um casario antigo muito bem cuidado e a modernidade do tão desproporcional edifício Sol-mar. E isso é o que vos mostro hoje, uma parte do que Ponta Delgada me dá.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 31 de Maio de 2017


Ponta Delgada, 28 de Maio de 2017

Geralmente os passeios de domingo culminam quase sempre com a degustação de um gelado a observar o mar. E neste passado domingo não foi exceção. Virado para poente, no parque de estacionamento da praia das Milícias, conseguimos vislumbrar parte da costa da freguesia de S. Roque. Aproveitando a beleza da vista, desenhei um rápido contorno da silhueta observada pelo “skyline”. Os rabiscos, depois de enquadrados e proporcionados, foram ganhando forma para a parte inferior do desenho. O resultado é este que hoje vos apresento.