"O artista, um contemplativo que passa, atento somente, às manifestações de cor, de harmonia e de beleza, que escapam aos olhos dos outros."
Domingos Rebêlo, num artigo que escreveu sobre os seus tempos de estudante em Paris, in "Açoreano Oriental", 13 de Janeiro de 1946.

terça-feira, 12 de março de 2019

Colégio S. Franxisco Xavier - Ponta Delgada



No passado dia 17 de Fevereiro recebi um  convite (tanto eu como a Carmen Ventura) do Colégio S. Francisco Xavier, na pessoa da Drª Elsa Gouveia, para palestrar sobre o

livro “Rabiscos da Minha Ilha”, do qual sou co-autor com a Carmen. O tema seria valores e compromissos solidários (uma vez que o livro foi 100% solidário, para com a ACAPO – Delegação Açores) e sensibilização para a leitura.
E claro está, lá iniciei a explicação do surgir do livro e as suas razões; homenagear a minha Mãe (que era invisual), bem como todas as outras; contribuir com algo útil para uma boa causa – uma Associação sem fins lucrativos. O porquê da escolha da Carmen Ventura: por ser uma excelente Mãe, por ser amiga e por saber escrever com sensibilidade, coisa que não está ao alcance de muitos. Falei no processo de adquirir patrocínios, dos “nãos” que ouvimos; no elevado custo de uma pequena edição em “Braille”, o contornar as dificuldades para que a leitura do livro sem Braille chegasse aos invisuais, através de uma edição de um Audio-CD, sendo que a voz ficou a cargo da fadista Bárbara Moniz. E por fim, dizer que este percurso tem dissabores, mas traz muita satisfação pelo contributo à sociedade, de forma livre e despretensiosa.

2 comentários:

  1. Que contexto bonito, o deste livro! Assim, tem ainda mais valor. Parabéns, Paulo. Que grande motivo de orgulho para a Mãe!

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    1. Muito obrigado, Miú! Tive a felicidade de homenageá-la em vida. Foi por pouco, mas ainda fui a tempo. Beijinhos

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