"O artista, um contemplativo que passa, atento somente, às manifestações de cor, de harmonia e de beleza, que escapam aos olhos dos outros."
Domingos Rebêlo, num artigo que escreveu sobre os seus tempos de estudante em Paris, in "Açoreano Oriental", 13 de Janeiro de 1946.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 14 de Junho de 2017

Ponta Delgada, 13 de Junho de 2017

Entre uma viagem e outra, lá fui lendo uma entrevista, dada ao jornal digital “Observador”, pelo deputado da Assembleia da República Sérgio Sousa Pinto. Verdade seja dita, a entrevista, toda ela é interessante. E com ela ficamos a saber que o deputado é um utilizador do diário gráfico. Chama ao seu caderno de “carnet d’artiste, onde uma pessoa vai anotando coisas do dia-a-dia”. Do seu todo, nesta parte lúdica, revejo-me por completo nas palavras do Sérgio. Mais interessante é perceber a dimensão das suas palavras quando diz: “…o desenho exige um tipo de concentração que nos obriga a desligar aquela parte do cérebro onde está alojado o mundo da racionalidade.”

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 09 de Junho de 2017


Ponta Delgada, 05 de Junho de 2017

Descubro que poderia estar a viver no Nordeste, mas aquilo que mais gosto de rabiscar é Ponta Delgada. E aqui, na cidade maior, tenho os cheiros do mar, o ilhéu, os sons da natureza, com o chilrear dos pássaros no jardim António Borges, ou até mesmo a sinfonia do vento a esgueirar-se nas ramadas das árvores; enfim, é nesta Ponta Delgada que me sinto bem. Por esse motivo, apresento-vos a vista de uma varanda, a varanda de onde vejo a procissão do Senhor Santo Cristo, vislumbro o mercado, um casario antigo muito bem cuidado e a modernidade do tão desproporcional edifício Sol-mar. E isso é o que vos mostro hoje, uma parte do que Ponta Delgada me dá.

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Correio dos Açores - Edição de 31 de Maio de 2017


Ponta Delgada, 28 de Maio de 2017

Geralmente os passeios de domingo culminam quase sempre com a degustação de um gelado a observar o mar. E neste passado domingo não foi exceção. Virado para poente, no parque de estacionamento da praia das Milícias, conseguimos vislumbrar parte da costa da freguesia de S. Roque. Aproveitando a beleza da vista, desenhei um rápido contorno da silhueta observada pelo “skyline”. Os rabiscos, depois de enquadrados e proporcionados, foram ganhando forma para a parte inferior do desenho. O resultado é este que hoje vos apresento.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Correio dos Açores - Edição de 26 de Maio de 2017


Ponta Delgada, 20 de Maio de 2017

Gosto imenso dos recortes, dos rendilhados, da costa da nossa ilha. E como forma escapar um pouco ao aglomerado de gente provocado pela enorme devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres, fui em busca de outras paragens. Na sequência, hoje, procuro representar o Morro das Capelas. Esta peça geológica faz parte da “área Protegida de Gestão de Recursos do Porto das Capelas – Ponta das Calhetas, perfaz uma área de 1499 ha, inclui áreas de interesse geológico e de interesse natural para o desenvolvimento de habitats particulares para espécies de fauna e flora. O Morro das Capelas corresponde a um cone de tufos, formado na sequência de uma erupção freato-magmático muito explosiva e constitui uma importante área para a nidificação de diversas aves marinhas, nomeadamente o Cagarro e o Pintainho (Puffinus assimilis)”.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Correio dos Açores - Edição de 17 de Maio de 2017

Ponta Delgada, 14 de Maio de 2017

Para além da vida profissional que cada um de nós tem, os nossos “hobbies” são a extensão do nosso dia-a-dia. E com ela procuramos alguma paz, algum conforto e satisfação. Foi o que fiz depois de um sábado complicado em termos profissionais. Consciente ou inconscientemente, não sei, mas sei que “fugi” para a frente de uma igreja. O certo é que, passados os 20 minutos a rabiscar a Igreja da Nossa Senhora das Neves, na Relva, os pensamentos surgiram novamente com clareza e definição. Achando o rabisco na folha dupla um pouco vago, e já de regresso em direção a Ponta Delgada, parei na “cabeceira” poente do aeroporto, na esperança de observar algum avião em manobras de aproximação, mas a espera para este fim tornou-se infrutífera. Todavia, a encosta da Relva é muito escarpa e apetecível de colocar no papel. Foi isso que fiz. Não é com clareza que se tem essa noção através do desenho, mas que é alta e de difícil acesso, lá isto é. A coloração fi-la no dia seguinte, tranquilamente e já tetra-campeão. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Correio dos Açores - Edição de 11 de Maio de 2017


Ponta Delgada, 07 de Maio de 2017

O rabisco que hoje vos apresento é um antigo posto de transformação da EDA. Situa-se no Pópulo de Cima. O que me apraz no observado é a sua geometria, a singularidade da peça e a constatação da evolução destes equipamentos. Hoje os postos de transformação são muito mais simples, mas se calhar sem tanta beleza arquitetural. Todavia, é aceitável, tendo em conta a melhoria do fornecimento de energia elétrica. Coisa que ainda não acontece na ilha Terceira, uma vez que no passado dia 28 de Abril, tanto o concelho da Praia da Vitória, como o de Angra do Heroísmo, ficaram sem esse fornecimento um bom par de horas no período da tarde. Sinal da evolução dos tempos? Ou sinal de que ainda há muito a fazer?

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Correio dos Açores - Edição de 03 de Maio de 2017


Ponta Delgada, 01 de Maio de 2017

Hoje apresento-vos um rabisco da peça de arte do escultor japonês Minoru Niizuma. A obra encontra-se junto ao Forte de S. Caetano na praia da Melícias, em S. Roque. Devo referir que as entidades competentes poderiam e deveriam dar mais atenção à envolvente onde se encontra esta escultura. Tal como está, a obra parece desgarrada e descuidada, o que, por si só, dá a sensação de ser um amontoado de pedras basálticas, colocadas de forma a equilibrarem-se. Mas, com toda a certeza, é muito mais do que isso. Talvez uma placa identificativa da obra de arte, de seu nome - Açores - resolvesse uma parte deste descuido.