"O artista, um contemplativo que passa, atento somente, às manifestações de cor, de harmonia e de beleza, que escapam aos olhos dos outros."
Domingos Rebêlo, num artigo que escreveu sobre os seus tempos de estudante em Paris, in "Açoreano Oriental", 13 de Janeiro de 1946.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 15 de Fevereiro de 2017


Ponta Delgada, 12 de fevereiro de 2017


Ter vindo a este espaço trouxe-me à memória uma infinidade de lembranças. O facto de ter frequentado a escola Canto da Maia, as e os colegas de turma, a professora de Educação Visual (lamentavelmente não me recordo do nome), e até uma visita de estudo a um Solar que existia onde hoje é a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, no Lajedo. Esse Solar era propriedade do 1º Visconde de Santa Catarina – Baltazar Rebelo Borges de Castro. Ao que parece, foi doado em tempos uma parcela daquele terreno à Diocese, precisamente para construir um templo. Não sei se partia do pressuposto que o antigo Solar seria para demolir.

Hoje, passado quase uma década da inauguração deste templo, discute-se a demolição do Palacete Caetano de Andrade em Ponta Delgada, para dar lugar a um edifício de comércio. Não vejo, em modesta opinião, razões para tamanho celeuma. Por si só renovar-se-á a zona, deixará de existir um “ponto negro” no centro da cidade e, para além do mais, manter-se-á a fachada principal, deixando assim um “testemunho” importante da arquitetura do Séc. XVI. Em termos comparativos, embora sejam casos completamente diferentes, do Solar no Lajedo não restou a mais pequena pedra, ficando apenas, para memória futura, as duas palmeiras que aqui retrato. Não vos parece ter valido a pena? 

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 09 de Fevereiro de 2017


Ribeira Grande, 05 de fevereiro de 2017

Sempre que passo na circular norte da Cidade da Ribeira Grande, a minha observação diverge para uma Torre que se destaca no aglomerado habitacional da freguesia de Santa Bárbara. Agora, como munícipe da cidade nortenha, não fazia sentido observá-la apenas de longe e de passagem. Depois do almoço de domingo em família, lá fui eu em busca da torre que o meu rabisco contempla. Deparei-me, então, com uma Igreja de arquitetura contemporânea (ano de construção 1959), muito ao estilo do “Estado Novo”. De referir que a envolvente é de apetecível poiso, pois, a ladear este templo, encontram-se espaços verdes de lazer, raros junto desses monumentos religiosos. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 03 de Fevereiro de 2017


Ribeira Grande, 29 de Janeiro de 2017

Já em casa e sentado no sofá, depois de uma viagem até à ilha de S. Jorge, faço a coloração deste rabisco. Pelo meio tive uma aterragem no aeroporto da ilha Terceira, onde o Dash Q400 parecia uma folha de árvore sacudida e levada pelo vento. Valeu a acalmia do tempo em S. Jorge, propicia ao desenho, pois todo e qualquer recanto desta ilha merece ser rabiscado. Com pouco mais de duas horas para desenhar, lá encontrei, a caminho do aeroporto das Velas, uma localidade chamada Queimada. Esta localidade oferece uma vista para a Vila de Velas e os seus dois Morros – o Morro Grande e o Morro de Lemos. Mas não me fiquei por aí; mais adiante encontrei a Ermida da Nª Srª da Boa Hora. Não perdi tempo, pois este já era escasso, e acrescentei à mesma folha os traços singulares desta Ermida.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Jorge Sena - Poesia 2




ENTRE O CÉU
E A TERRA PASSAM
Entre o céu e a terra passam
Quem passa? Nós?
Quem nós? Quem?

Passam terra e céu -
- O quê? Nós?
- O nós? O?

Jorge de Sena - Poesia 2

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 26 de Janeiro de 2017


Ribeira Grande, 23 de Janeiro de 2017

Ao final do dia de segunda-feira, 23 do corrente, ainda não tinha feito o rabisco a apresentar esta semana aos meus leitores e amigos que, com muita simpatia, me abordam, incentivam e muitas vezes pedem para rabiscar um ou outro aspecto das localidades onde residem. Mas o tempo urgia e com mais uma semana bastante atarefada pela frente, não perdi mais tempo e lá fui eu em busca de um recanto na cidade da Ribeira Grande. Sentado na escadaria norte da Igreja da Nª Srª da Estrela, vejo um bonito aglomerado de edificações, que outrora, com toda a certeza, foram moradas de Família de muitos Ribeiragrandenses. Hoje, para além de habitação, há edifício de serviços, escritórios, de turismo, etc. Deparo-me também com nomes de artérias de gente ilustre, como por exemplo, Travessa do Drº Gaspar Fructuoso, Rua de João d’Horta e ainda o tão homenageado Prior Evaristo Carreiro Gouveia. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 20 de Janeiro de 2017


Ribeira Grande, 15 de Janeiro de 2017

Outrora já vos mostrei aqui um rabisco do CAC – Arquipélago, na Ribeira Grande, mas hoje, o que mos mostro é um rabisco, do mesmo complexo, feito na mesma folha, mas dando uma continuidade da observação. Ou seja, é um desenho distendido realizado em dois pontos de observação. Neste rabisco estão presentes os 4 pontos cardeais. A coloração não é mais do que a delimitação, a amarelo, do “skyline” e a cinza escuro do “grounding line” – limite na ligação dos planos horizontais com os verticais.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Correio dos Açores - Edição de 12 de Janeiro de 2017


Angra do Heroísmo, 08 de Janeiro de 2017

Poderia começar o Ano Novo com rabiscos alusivos à época festiva, e motivos não faltavam. Pois, até reparei num deputado da nossa praça a manifestar-se incomodado com a forma e como os festejos, do Povo, se realizou na baixa da Cidade de Ponta Delgada. Certamente não teve em conta que há pouco tempo atrás esteve de casa em casa, do mesmo Povo que agora festejou a passagem de ano, a pedir o voto para a sua causa. Não ouvi murmúrio algum de indignação aquando desta “caça ao voto”. Pasmei-me com essa manifestação de desassossego. Poderia até pegar na mais recente polémica sobre a falta de produtividade no plenário regional. Ou, agora mais recentemente, sobre o cancelamento e adiamento de toda a semana de trabalhos no plenário. Uns não cancelam visitas de estado, outros preferem os adiamentos a trabalhar. Mas isso tudo para vos dizer que não é essa a minha motivação com estes rabiscos publicados aqui no Jornal. Hoje apresento-vos, e não foi de propósito, a Igreja da Nossa Senhora de Belém na ilha Terceira, coloquei no “imaginário” umas estrelas, para de forma utópica desejar que elas nos guie a uma maior produtividade e ao bom senso que deve prevalecer nestes dias de arranque do Ano. Feliz Ano Novo a Todos!